Era uma vez um blog... Um espaço onde o autor escreve um livro on line. Livro: Pela Janela - Romance Policial .. Os capítulos estão à direita dessa página..
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Capítulo XIX - Ela
Nascida em Sete Lagoas, Marina viveu com seu pai biológico até pouco mais de um ano, quando ele brigou com sua mãe e a expulsou de casa com ela e uma irmã 5 anos mais velha. Viveram com a avó durante algum tempo até que sua mãe se casou de novo com um viajeiro gaúcho visionário. Fazia vários tipos de negócios por onde passava. A maioria dos negócios eram muito bem sucedido e foi crescer mesmo quando ele chegou em Belo Horizonte onde chegou a ser investidor em construtoras de imóveis. Quando um negócio ou outro ia mal, ele viajava até o local e resolvia, consertava ou vendia e tinha pouco prejuízo. Ao final acumulou muito dinheiro e Marina pré-adolesceu e cresceu amparada pelo Gutierrez como filha, pois ele assim a tratava, a ela e a sua irmã. De presente de 18 anos, comprou o apartamento onde ela vive até hoje mas só o deu quando ela completou 21. Mas antes disso, na pré-adolescência, Marina cresceu estudando por alguns países da América Latina, acompanhando sua família, pois seu pai prosperava nos negócios. Conheceu algumas cidades de 4 países, Argentina, Uruguai, Peru, Bolívia e depois de uma rápida temporada no norte do Brasil, seu pai resolveu recuar um pouco e retornou a Belo Horizonte, cidade que escolhera para viver, uma vez que suas negociações haviam sido bem sucedidas no tempo suficiente para fazer com que ele acumulasse muito patrimônio e capital. E foi na sua viagem para Argentina que conheceu a Ramón, seu amigo argentino, um homem de quase 60 anos dono de uma livraria cyber café em Florianópolis. Fizeram-se amigos quando ela viveu em Buenos Aires e ele também era dono de uma livraria e um grande inconformado com a política. Ela era sua vizinha, morava em uma casa ao lado da livraria e foram suas primeiras experiências, para ambos, sobre internet e as possibilidades que ela ofereciam, quando Marina sugeriu Ramón que coloca-se um computador e internet na livraria dele. Ramón que sempre foi de experimentar, gostou da idéia da menina e colocou. Os dois juntos descobriram as possibilidades da internet e Marina logo tratou de pedir ao seu pai um laptop para ela mesma. Como Marina já era muito estudiosa e disciplinada desde muito cedo, o computador e depois a internet passaram a ser fonte de estudo e depois de tempo gasto com diversão também. Marina se aplicava muito nos estudos para compensar as mudanças de escolas a cada 2 anos. Mudança de escola, de país, de tudo. Mas ainda assim, sua mãe estudava com ela e sua irmã. E sempre foram muito inteligentes. Mas quando Marina fez 18 anos, tinha acabado de passar na faculdade de arquitetura e compraram uma casa nova para a família e um labrador para ela. Estudava arquitetura e desde os primeiros períodos, fazia estágios em projetos que eram interessantes mesmo sem remuneração pois seu pai lhe prometeu que daria a ela tudo o que ela quisesse enquanto ela estudasse e em troca ela realmente estudava. Tinha uma mesada gorda do papai que lhe bancava carro e cartão de crédito com limite mais o seu apartamento que chegou aos 21 anos todo mobiliado. Mas aos 23, voltando de uma viagem de uma casa de campo nas montanhas, morrem em um acidente de carro seu pai e sua mãe. Em um fim de tarde chuvoso, havia um buraco e foi fatal. Marina e sua irmã assumiram toda a herança de seus pais. Bens e negócios. Criaram uma corporação, nomeram um conselho e um presidente e foram seguir com suas carreiras profissionais. Juliana, a irmã de Marina é artista, pinta, desenha, toca instumentos, representa, fotográfa e vive em Nova York, mas tem duas casas na Europa onde passa parte do ano. Marina não gastou tanto a sua parte em dinheiro da herança. Investiu seu capital em patrimônio e em ações. Viveria já muito bem com o rendimento das empresas de seu pai, mas doava parte a duas instituições de menores carentes, pois ganhava bem de seu trabalho e amava o que fazia. Arquiteta e das boas, porque Marina gosta do que faz. Se entrega, se dedica, coloca um pouco de si nos projetos. Buscar viabilizá-los economicamente mas não perde nunca o requinte e a sofisticação que o cliente busca. Atende os desejos do que seu cliente quer e os transforma em seus lares. Ao final, as duas irmãs sairam muito bem sucedidas graças à educação e influência cultural que receberam em suas viagens. Marina estava prestes a abrir sua própria empresa de arquitetura e só hesitava pois gostava de não ter que se preocupar em gerenciar uma empresa, e que podia só ir lá e trabalhar e voltar pra casa. Ser só artquiteta. E conseguia se manter bem assim. E isso estava de bom funcionamento para ela porque sempre lhe sobrava tempo para fazer as duas coisas que mais gostava: estudar e estar na internet. Marina adora estudar, sempre mais e mais. É sedenta por informação nova e construtiva ou que a faça pensar. Mas também tem suas manias e imperfeições. E uma delas é sua forma de se relacionar com as pessoas. Sempre rasa. Profissionalmente e com as colegas de faculdade e de trabalho, com os rolos. Mas no mundo virtual, tem amigos que conversava coisas de extrema intimidade, igual quando contou a Ramón que tinha perdido sua virgindade por e-mail. E foi justo depois de 6 dias de muito trabalho, em uma quarta-feira pela tarde que Marina havia conseguido entregar a parte do projeto em que estava trabalhando. No dia seguinte, passou o dia inteiro em casa, com meia roupa, na frente do computador, bebendo e navegando na internet. Conversando com muitas pessoas, fazendo planos de viagens, e matando a saudade de Ramón pelo msn quando surgiu o assunto Marcelo. Ela falou com o Ramón que estava apaixonada pelo Marcelo e falaram muito mais a respeito, inclusive de como ela se sentia, enganando e acabaram concordando que sim, mas ainda assim ela não estava pronta para se declarar para ele. E já era fim do dia quando Marina desligou o computador e pensou: E o Marcelo? Cadê ele? Foi até a cozinha, colou o ouvido na parede com um copo e escutou um jazz tocando na casa de Marcelo. Olhou para o relógio e já era quase meia noite e ela tinha estado na internet desde as 9 da manhã. Pensou: Melhor dormir e descansar um pouco. Bebeu um copo d'água, apagou a luz da cozinha e foi pro seu quarto dormir.
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