Era uma vez um blog... Um espaço onde o autor escreve um livro on line. Livro: Pela Janela - Romance Policial .. Os capítulos estão à direita dessa página..
sábado, 27 de junho de 2009
Capítulo XXIX - Sexta-feira
Na sexta-feira, Marcelo acordou antes do meio dia e se permitiu ir ao trabalho mais tarde. As páginas de sábado e de domingo já estavam quase prontas e bastaria mesmo sua revisão. Depois um encontro com Marina para colocar as vírgulas e os pontos em seus respectivos lugares e um final de semana inteirinho de folga. Marcelo preparou um café da manhã com torradas, geléia e seu inseparável café forte. Foi até a rua e comprou ingredientes para uma salada. Quando subia no elevador pensou em convidar Marina para almoçarem juntos. Estava com vontade de encontrar com ela de novo antes de irem resolver detalhes da viagem com Bia. Quando o elvador chegou no seu andar, desceu e olhou para o porta de Marina. Bateu campainha e foi em direção a sua porta. Abriu e colocou as compras sobre a bancada. Voltou e viu que a porta de Marina permanecia fechada. Tocou a campainha mais uma vez. Ninguém atendeu. Marcelo voltou até sua casa e preparou a salada. Enquanto preparava, pensava em Marina. Olhou para o relógio e era perto das duas. Ela deve estar trabalhando, pensou Marcelo. Terminou de fazer a salada e deixou sobre a bancada. Saiu de casa e foi até o porta de Marina. Chamou por mais uma vez e não obteve resposta. Colou o ouvido na porta e o que ouviu foi o silêncio. Voltou até sua casa, sentou e comeu a salada. Depois deitou no sofá e acendeu um cigarro. Enquanto fumava, pensava no trabalho. No que tinha para fazer, que não era muito, porém exigia que ele coordenasse bem tudo para que acumualasse material para Segunda-feira também, pois assim folgaria também no Domingo. Terminou de fumar e cochilou. Levantou pouco tempo depois, passou café e lavou toda a louça acumulada. Tomou um banho rápido e vestiu roupa. Antes de sair voltou, tirou a camisa, passou perfume e escolheu outra camisa. Chamou o elvador e voltou a pensar em Marina enquanto o elevador não chagava. Marcelo estava surpreso consigo mesmo. Esse meu comportamento estava fora do normal, pensou olhando a camisa que vestia. O elevador chegou, ele entrou e desceu. Saindo do prédio o porteiro lhe chamou e entregou algumas correspondências. Uma conta e duas publicidades. Marcelo colocou tudo dentro da bolsa e saiu a pé até o jornal. No caminho pegou a conta de dentro da bolsa e abriu. Verificou o valor e colocou de volta dentro da bolsa. Chegou no jornal e organizou as páginas para os próximos três dias. Viu que faltava conteúdo e pôs-se a escrever. Notas, dicas culturais, matéria de entretenimento. Marcelo escreveu algumas e as distribuiu entre os três dias. Terminou sua parte era quase 6 da tarde. Entregou tudo ao finalizador e antes de sair havia um recado do editor-chefe. Era um convite para que os dois fossem ao restaurante, pois o dono havia ficado muito satisfeito com o destaque que ele recebeu no jornal e fazia questão da presença dos dois. Marcelo foi até a sala do editor-chefe e conversou com ele por alguns minutos. Explicou a ele que tinha um compromisso marcado, mas que dependendo da hora que terminasse ligaria para ele combinando de ir. Mas que inflelizmente não poderia mudar esse compromisso. O editor-chefe entendeu mas não gostou. Franziu a testa e disse: Não, se você não puder ir comigo hoje, vamos amanhã. Não tenho a menor paciência para ficar fazendo esse social sozinho. Marcelo riu e disse: Tá bem. Vamos ver se dá pra gente dar uma passadinha lá hoje mais tarde. Eu te ligo. E depedindo-se saiu da sala. Voltou até sua sala para pegar sua bolsa quando o finalizador lhe esperava com alguns papéis nas mãos. O finalizador lhe mostrou um problema que acontecia nas três edições consecutivas. Marcelo logo viu que não poderia mesmo ir daquela forma. Os caras que faziam a noite acontecer eram figurinhas carimbadas e conehcidas de todo mundo. E eles e seus amigos apareciam mais de uma vez em alguns dias com roupas diferentes. Marcelo teve que repensar um pouco de conteúdo para a edição de Terça-feira. Logo ajeitou tudo com o editor e viu que faltaria conteúdo justamente para a edição de Sábado. Voltou até o seu computador e começou a pesquisar sobre as matérias de gaveta que ele tinha feito e por serem atemporais serviam para lhe salvar de situações como essas. O pior foi que ele não achou nenhuma. Havia usado todas as que tinha antes desses últimos dias de movimento nas noites da capital. E depois esteve muito ocupado cobrindo esse movimento. Marcelo olhou para o relógio e eram quase sete e meia. Pegou seu telefone e buscou pelo nome de Marina. Se deu conta que não tinha o telefone dela. Nem de casa e nem celular. Foi descendo um pouco mais e viu o telefone da portaria de seu prédio. Chamou e o porteiro atendeu. Marcelo se apresentou e pediu para falar no 1202, com Marina. O porteiro chamou Marina pelo interfone e lhe disse que Marcelo queria falar com ela pelo telefone. Ela passou o número de seu telefone ao porteiro que repassou a Marcelo. Marcelo ligou para Marina já se desculpando. Ei, Mari. Tive um contra tempo aqui no trabalho, mas chego depois das oito. Marina que já estava pronta dez minutos antes das sete esperando que ele chegasse ficou um pouco brava e falou ríspida com ele: Pô, Marcelo já são sete e meia. A Bia já deve tá lá esperando a gente. Isso é feio. Vou ver se consigo falar com ela. Marcelo, sem entender direito o porque da rispidez na fala de Marina concordou, pediu desculpas mais uma vez e disse que faria o mais rápido que pudesse. E talvez exatamente pela pressão de fazê-lo, Marcelo demorou mais que o habitual para redigir um matéria sobre uma viagem cultural. Terminou pouco depois das oito e o editor-chefe o esperava na porta de sua sala. Marcelo, você não tinha um compromisso, ele comenta. Marcelo olha a hora e suspirando diz: Tinha! Chama o finalizador e enrega o texto para ele. Em pouco mais de 10 minutos o finalizador dava a Marcelo o que ele precisava. 4 dias de trabalho prontos e bem acabados. Ao sair não conseguiu escapar do editor-chefe e foi com ele até o restaurante. Concordaram em ficar pouco tempo. Beber algo, beliscar, agradecer ao anfitrião e ir embora. Marcelo ligou para Marina e não consguiu falar com ela. Imaginou que havia ficado chateada com ele. Tentou mais uma vez e imaginou também que ela poderia ter ido até a lan house. Foi com o editor-chefe até o restaurante. Lá cumpriram o que haviam combinado. Sentaram, pediram uma dose cada um, dividiram uma porção e esperaram que o anfitrião aparecesse. Quando ele apreceu, já estavam na segunda dose. Ele se sentou na mesa e conversaram por algum tempo. Ele elogiava o jornal e a Marcelo. O telefone de Marcelo tocou e ele viu que era um número de Ouro Branco. Pediu licença e foi atender. Pouco tempo depois voltou com uma cara abatida. Disse que tinha que ir embora pois havia recebido uma ligação de uma vizinha dizendo que sua mãe não estava passando bem e havia sido levada ao hospital. O editor-chefe desconfiou de que Marcelo queria fugir do compromisso. O dono do restaurante, se solidarizando a ele disse que ia mandar chamar um taxi. O editor-chefe, vendo que restaria a ele ficar ali sozinho com o dono do restaurante fazendo o seu tão odiado social, logo se ofereceu para levar Marcelo de carro até sua casa. Assim se livrava daquilo, apesar da desconfiança que estava de Marcelo, o melhor era aproveitar aquela desculpa para ir embora. Marcelo sentou no banco do carro e não disse uma palavra no trajeto até chegar na sua casa. Seu olhar estava distante. Antes de Marcelo descer do carro, o editor-chefe já havia percebido que o caso era sério e disse a Marcelo: Força, que tudo vai dar certo. Marcelo pegou o telefone e tentou ligar para Marina. Ela não o atendeu. Ele disse ao editor-chefe. Seria muito abuso você me deixar na rodoviária? De forma alguma, lhe respondeu. Feche essa porta e vamos embora. Chegaram logo na rodviária. Marcelo desceu do carro e agradeceu. Correu até a rodoviária e comprou o primeiro bilhete que tinha para Ouro Branco. O ônibus sairia em 20 minutos. Marcelo comprou uma revista e tentou ligar mais uma vez para Marina. Outra tentativa frustada, ligou para uma tia em Ouro Branco que lhe atualizou sobre o quadro de sua mãe. Lhe disse que ela estava desde a noite anterior no hospital pois estava sentindo falta de ar. Estava sobre observação e cuidados intensivos. Marcelo ficou ainda mais preocupado e ligou para seus irmãos. Após os telefonemas, Marcelo ouvia que anunciava a partida de seu ônibus. Desceu apressado as escadas com a revista na mão. Sentou em duas poltronas sozinho e começou a ler a revista para tentar aliviar sua tensão. Terminou de ler a revista na metade do caminho. Só consegiu adormecer quando já estava quase chegando. Quando chegou, pegou um taxi e foi direto para o hospital. O médico lhe disse que sua mãe havia passado por insuficiência respiratória grave, que agora tudo estava controlado, mas que ela deveria permanecer alguns dias em observação e realizar alguns exames para identificar o porquê dessa insuficiência. Marcelo relatou ao médico que ela gostava de cozinhar no fogão a lenha. O médico lhe disse que era uma coisa a se pensar e que ele ficasse tranquilo que agora ela já estava fora de perigo mas que deveria ficar em observação no hospital até segunda-feira. Marcelo pediu para falar com ela. Conversaram um pouco e ela estava bem. Falava devagar e pausado, mas tinha a pele corada. Marcelo ficou o máximo de tempo que pode com ela até que foi interrompido pelo médico que lhe disse que ela não poderia se cansar muito. Marcelo compreendeu e foi para casa de sua mãe dormir. Deixou seu telefone com o médico antes de sair e deu um beijo em sua mãe, que lhe respondeu com um sorriso.
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