sábado, 6 de junho de 2009

Capítulo XXVI - día nO laborable

Quando Marcelo abriu os olhos, Marina já não estava mais ali. Se levantou da cama e viu um bilhete pregado no marco da porta. Levantou e foi até ele. Havia um recado de Marina que dizia:
Tive que ir.
Beijo.
Mari
Marcelo tirou o bilhete da porta e olhou para o relógio. Já eram quase duas tarde. Ele se vestiu e foi para sua casa. Tomou um banho e depois preparou um caprichado café da manhã com omelete de queijo e muito café. Marcelo estava com uma leve ressaca, mas tinha o dia livre para fazer o que quisesse. E isso, era o que ele mais gostava, comia, pensava e descansava no seu tempo. E foi tomar seu café da manhã na varanda . Sentou e comeu enquanto via alguns ônibus e carros passar na rua. O barulho não se ouvia muito e Marcelo ficou olhando as janelas dos prédios da frente da sua casa. Começou pela de Marisa Pietra e não via nada além do cheiro de morte que já utilizara em sua história e foi buscar mais inspiração em outras janelas e viu um cara passar de toalha algumas janelas abaixo, continuou olhando e o cara não voltou. Seguiu olhando outras janelas e em uma delas uma senhora sentada sozinha em uma sala de estar. Marcelo ficou observando e ela permanecia sentada no sofá e sozinha. Marcelo ficou mais algum tempo vendo ela sentada sozinha ali e percebeu que havia somente uma xícara vazia do lado oposto de onde a senhora estava. Foi se inspirando e correu para buscar seu computador. Que interessante, pensa Marcelo, já colocando o lap top na mesa da varanda, acende o seu cigarro e a senhora permanece sozinha. Marcelo abre seu livro e começa a escrever mais em sua história, sua próxima vítima era uma senhora viúva. Quando olha novamente, Marcelo vê um senhor servindo um bule onde ele não havia visto que havia uma xícara por conta de um vaso de plantas na mesinha da sala. O senhor serviu para ele, colocou o bule sobre a mesa e abriu um pouco janela. Marcelo pode ouvir um jazz e escreveu mais em sua história. Sentaram e Marcelo se deu conta que tomavam um chá pois as duas xícaras permaneciam sobre a mesa, após alguns minutos o homem bebericou da dele. Voltou a xícara a até a mesa e ficaram sentados um de frente pro outro conversando. Após mais alguns minutos, a senhora tomou um gole da sua xícara enquanto ele parecia estar falando pela forma como gesticulava. Ele sem parar de gesticular pegou a xícara e tomou um gole do chá também. Assim seguiram por mais de meia hora. Marcelo havia escrito bastante em sua história e voltou para a sala. Ligou o laptop no som. Colocou uma música e foi até a cozinha. Abriu a geladeira e ficou olhando o que tinha pra fazer. Foi até o armário e abriu e viu que tinha pão integral, atum e azeitona e milho. Voltou até a geladeira e viu que tinha verduras e logo pensou em prepara uma bela salada. Ligou o forno e tirou o pão do armário. Colocou sobre a mesa tirou as outras latas e vidros, foi até a geladeira tirou duas alfaces diferentes, uma acelga, cenoura, tomate e maçã. Fechou a porta da geladeira e começou a picar o pão. Colocou em uma bandeja, passou um azeite e salpicou sal e ervas finas. Abriu o forno e viu que estava bem quente. Abaixou a temperatura do forno para a mínima e colocou a bandeja no forno. Marcelo começa todo o processo de descascar e picar. Vai separando cada parte picadinha separada. Antes de terminar vai até o forno e vê que os pães já estão virando crutons. Desliga o forno e volta para terminar de preparar a salada. Pega uma vasilha e começa a colocar os ingredientes. Derrama azeite, vinagre e um pouco de sal e óregano. Abre o forno e tira os crutons quentinhos. Passa eles para um pratinho e começa a misturar a salada. pega um dos crutons e experimenta, acha meio sem sal. Joga alguns no meio da salada e experimenta. Levemente salgada. Voilà ! É assim que eu gosto. Comenta Marcelo. Joga os croutons na salada e mistura tudo. Leva a vasilha até o sofá senta e come nela mesma. Come a vasilha inteira e depois dorme. A música acaba no computador alguns minutos depois.

Marina chega em casa pouco depois das sete, depois de um dia em que teve que terminar um projeto, apresentá-lo para o cliente e depois sair para um happy hour para comemorar o fechamento do projeto. Exausta Marina entra em casa e vai logo tomar um copo de água. Em seguida vai até o quarto. Vê que o bilhete não está mais pregado na porta e que a cama está do jeito que Marcelo havia levantado. Terminar de tomar o copo de água, tira a roupa e deita na cama. Sente o cheiro de Marcelo e adormece exausta.

Passada quase uma hora depois, Marcelo desperta de sua sesta. Levanta e coloca um pouco de água para esquentar. Prepara um filtro de papel na garrafa enquanto a água ferve. Passa o café vai até o seu computador. Liga a música alta. Uma música clássica muito alta de uma coleção especial de um concerto de 3 horas. Levou o café para a sala e serviu antes mesmo de se sentar. Queimando a boca, Marcelo coloca a garrafa de café sobre a mesa. Senta começa a balançar as mãos no ritmo da música. Passadas duas xícaras de café ele teve vontade de ir ao banheiro. Foi até o seu quarto e na volta viu o livro que estava lendo ao lado da cama. Pegou o livro e começou a ler. Achou a história interressante e sentou na cama. Leu duas páginas e foi até a sala buscar mais café. Pegou a garrafa e levou para o quarto. Meio que deitado na cama ficou ali, lendo, fumando e bebendo.

Marina acordou pouco tempo depois que havia se deitado. O som na casa de Marcelo era muito alto. Ela foi até a internet e viu que ele estava off line. Escreveu para ele: Marcelo, poderia abaixar o som por favor, estou cansada e preciso dormir. Beijo. Volta para sua cama e coloca uns fones nos ouvidos com uma música bem lenta e suave que a ópera que Marcelo escutava. Não conseguia dormir. Levantou e foi tomar banho. Fechou a porta do banheiro e com o barulho do chuveiro não se ouvia mais nada do lado de fora. Marina tomou um banho demorado. Quando saiu a música de Marcelo havia se desligado. Ainda sem se vestir foi até a cozinha. Do outro lado nenhum barulho. Abriu o computador e estava escrito: Tudo bem, foi mal! Beijo e boa noite.

Marcelo ficou algum tempo lendo e se entreteve muito pela história. Passou mais de hora ali. Levantou e foi desligar a música pois estava gostando mais do livro que estava lendo. Ele abre o computador, e seu msn off line tinha a mensagem de Marina. Ele responde e desilga o computador. Volta até o seu quarto, deita na cama e volta a se concentrar no livro.

Marina esscreve: Marcelo? E não tem nenhuma resposta do outro lado. Fica ali por algumas horas, e logo algumas pessoas começam a conversar com Marina. E-mails que trazem e levam notícias. Um enorme relato a Ramón sobre o desfecho da história com o Marcelo. Beatriz que ia planejando a viagem junto com Marina que se lembra de enviar um e-mail para sua irmã tentando convencê-la a ir a Cuba e a México. Olha a janela de Marcelo e nenhuma resposta. Volta a planejar a viagem com Beatriz. Depois de algum tempo falando sobre os lugares que gostariam de visitar, sugerem marcar um encontro para planejarem melhor a viagem. As duas se empolgam e sugerem marcar para os próximos dias. Marina está contente com a forma como funcionou sair da sua bolha virtual com Marcelo e está disposta a fazer o mesmo com Beatriz, ainda mais com Marcelo ao seu lado. Antes de desligar o computador, Marina digita para Marcelo: Marcelo! Preciso combinar com você da gente encontrar com a Beatriz para planejar nossa viagem. Beijo. Vai até o seu quarto deita e adormece.

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